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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Cultura Popular presente no Festival de Primavera do Morro de São Paulo


Evento musical no Morro de São Paulo abre espaço para manifestações culturais: crença, artes, tradições, artesanatos, folclore, entre outros resgatam a cultura da Bahia 

Com o objetivo de fomentar as diversas vertentes culturais, o Festival de Primavera Morro de São Paulo, reservou para essa edição uma programação bem diferenciada. Além das atrações de grandes nomes da MPB, o fim de tarde contará com a apresentação de um grupo folclórico. Os grupos se apresentarão após o por do sol da ilha, no palco da Vila.

Para valorizar ainda mais a cultura local, as apresentações contarão com a animação dos grupos culturais e folclóricos da região, entre eles, os Congos e Chegança, os Caretas, o Samba de Roda, a Capoeira, Maculelê, além de personagens das histórias locais que permeiam o imaginário popular da região.

O Festival segue com a tradição dos grupos de cultura popular da cidade. Personagens do Reinado vão ilustrar a Vila acompanhados pelos Congos e Chegança. Congos é um grupo formado por 12 a 24 elementos que tocam instrumentos feitos de bambu, o conjunto faz parte do cortejo de São Benedito, que acontece entre 08 de dezembro a 06 de janeiro. A Chegança são homens vestidos de marujo com pandeiro na mão, a manifestação também acompanha o reinado de São Benedito em Cairu.

O Samba de Roda entra em cena no Festival de Primavera, a dança feita da cintura para baixo com um deslizar para frente e para trás dos pés colados no chão. O canto e os toques ocorrem ao mesmo tempo e várias pessoas podem sambar na roda. Grupos são compostos por mulheres de idade variadas, vestidas de saia de chita, com ombros a mostra e uma flor no cabelo. Boi Estrela – representante do “Bumba-Meu-Boi” apresenta a dança do folclore popular brasileiro, personagens humanos e animais fantásticos que gira em volta da festa.

Mestres da Capoeira apresentam a arte com a mistura de elementos marciais, música e esportes. A prática ocorria em terreiros próximos às senzalas, hoje ela está inserida em outra realidade social, preocupada com a sua manifestação como arte em geral, na dança, na música, escolas, teatro e cinema. A programação segue ainda com os Caretas e os Zambiapungas, os grupos utilizam a enxada como instrumento musical, o som extraído da ferramenta acompanha o do tambor de guerra.

A tradição da festa da cultura popular resulta na memória coletiva de um povo autêntico passado de geração para geração. O cortejo artístico vai contar com diversas manifestações para abrilhantar ainda mais os cinco dias de festa do festival. As apresentações são gratuitas e fazem parte da programação do Festival de Primavera do Morro de São Paulo. Confira a programação completa no site www.festivaldeprimavera.com.br ou nas redes sociais (Twitter e Facebook).

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA: Entrevistas com o prefeito de Cairu, Hildécio Meireles ou com o secretário municipal de Turismo Júlio Oliveira, podem ser agendadas através desta assessoria de imprensa, através dos contatos abaixo.



creditos das fotos:

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Samba d’Ju aquece o clima em Vitória da Conquista



Com um repertório de qualidade e cheio de sensualidade, o grupo baiano que é a revelação do verão de 2011 em Salvador resgata o melhor do samba, aliado a diferentes musicalidades.

A cidade Vitória da Conquista vai receber o melhor da música baiana, a banda Samba d’Ju. O grupo comandado Ju Moraes, no vocal, Nanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no cavaquinho, participa da festa de lançamento do Camarote Tapete Vermelho, da empresa Massicas. O coquetel exclusivo para convidados acontece nesta quinta-feira (18), à partir das 21h, no espaço Zulp, em Vitória da Conquista.

O Camarote Tapete Vermelho é um dos pontos mais disputados da agenda Massicas. O espaço será estruturado para receber o público em duas grandes festas da cidade, o “Massicas na Rua”, em 8 de novembro, com Chiclete com Banana, e o “Fest Noel”, em 25 de dezembro, com a musa baiana Ivete Sangalo. É do Massicas a maior festa indoor da Bahia e a segunda do Brasil, o Massicas InDoor, em abril de 2011. O evento já superou a marca de mais de 40 mil foliões.

Ansiosa para conquistar o público Conquistense a cantora Ju Moraes, dona de uma bela voz, elegância e carisma, comenta estar muito feliz com o convite. “Sempre ouvi falar nas festas do Massicas. Será um prazer animar essa galera linda de Conquista”, ressalta. E já avisa, “Faremos um grande show para não deixar ninguém parado, afinal, queremos voltar mais vezes”, conclui.

Pela primeira vez em Vitória da Conquista, a banda Samba dJu levará para a festa, um repertório variado com muito MPB, rock, reggae e axé adaptados ao ritmo do bom samba brasileiro. Além das músicas de artistas consagrados como Carlinhos Brown, Martinália, entre outros grandes nomes, o Samba d’Ju esquentará o público presente no evento com suas músicas de trabalho.

Para saber mais informações sobre a Banda Samba d´Ju ou baixar o Cd completo do grupo, acesse www.sambadju.com

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Samba d´Ju é a melhor pedida para o domingo a noite


O Show da banda Samba d´Ju, é a melhor opção para o fim de tarde dos domingos. O grupo se apresenta a partir das 20h, no projeto “Domingão com Samba d´Ju”, no Pra Começar... Chopp & Music, na Pituba.

O projeto “Domingão com Samba d´Ju” foi criado para ocupar a lacuna cultural do final de tarde dos domingos. É uma ótima pedida para quem quer curtir a noite, mas pretende voltar cedo para casa para começar bem a semana. As apresentações, com duração máxima de duas horas, reúnem um publico jovem, descolado, bonito e animado.

A banda Samba d´Ju é formada por Ju Moraes, no vocal, Fernanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no cavaquinho e mais cinco músicos que produzem um som dançante, de muita qualidade, que não deixa ninguém sentado. No repertório uma mistura de MPB e POP, tudo com uma boa dose de malemolência e samba.

O ponto alto do show é quando Ju Moraes canta as músicas autorais do grupo. Canções como “Aquela”, “Em suas Mãos” e “Mulher no Samba” fazem parte do repertório e já estão na boca da galera.
 
SERVIÇO
SAMBA d´Ju no Prá Começar... – A banda Samba d´Ju é atração do próximo domingo (14), à partir das 20h, no projeto “Domingão com Samba d´Ju” no Pra Começar... Chopp & Music (Av. Manoel Dias da Silva, 1733 - Pituba). Comandada pela voz e beleza de Ju Moraes, o grupo tem à frente os músicos Nanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no Cavaquinho. O show com duração de duas horas é composto por um repertório com canções autorais, MPB em ritmo de samba. Couver – R$ 15,00. Rosca dobrada. Informações (71) 3345-6450. 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Samba e RockAxe em um mesmo palco


O fim de tarde do último domingo (10) foi samba e rock. Ju Moraes da banda Samba d´Ju recebeu em seu show no  Pra Começar Chopp & Music a turma antenada da banda Rio Vermelho. A mistura de samba MPB, com axé rock resultou em uma apresentação que deu o que falar. A banda Samba d´Ju continua com uma agenda todos os domingos no Pra Começar Shop & Music. A turma sobe ao palco as 20h. O show com duração de duas horas é composto por um repertório com canções autorais, MPB, pop rock brasileiro e até forró, tudo em ritmo de samba. Cada semana com um convidado.


Fotos: Uran Rodrigues

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Samba d´Ju faz quatro shows este final de semana


QUINTA-FEIRA, DIA 07/07
SAMBA d´Ju no Botequim São Jorge - A banda Samba d´Ju resgata o samba baiano, com MPB e até um bloco de forró, tudo com um toque de sensualidade e samba. Comandada pela voz e beleza de Ju Moraes, o grupo é composto por Nanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no Cavaquinho. A banda se apresenta através do projeto “Botequim d´Ju” nesta quinta-feira, no Botequim São Jorge (Rua Jorge Gomes, Rio Vermelho), à partir das 21h.
SERVIÇO – Botequim São Jorge (Rua Jorge Gomes, Rio Vermelho), quinta-feira (7), a partir das 21h. Couver – R$ 18,00. Cerveja long Nec dobrada até as 22h. Informações (71) 3334-8181.

SÁBADO, DIA 09/07  
SAMBA d´Ju e Os Paquitos – O Bali Beach Club preparou uma programação especial para os dias dos jogos da Copa América. Cerveja, futebol e samba é a mistura que vai animar a partida Brasil X Paraguai no próximo sábado. O show após a partida reúne as bandas Samba d´Ju e Os Paquitos.
SERVIÇO – Bali Beach Club (Av. Otávio Mangabeira, 11988, Piatã), sábado (9), a partir das 16h. Camarote: R$ 30,00 Mulher e R$ 40,00 Homem, Pista: R$ 20,00 Mulher e R$ 30,00 homem. Rosca dobrada. Informações (71) 3367-1234.

SÁBADO, DIA 09/07
SAMBA d´Ju em Feira de Santana – A banda Samba Samba d´Ju esquenta a noite de sábado em Feira de Santana. A temporada do grupo de samba na cidade conhecida como “A Princesinha do Sertão” acontece todas as noites de sábado, no “O Boteco”, da Ville Gourmet, um charmoso point da turma jovem feirense. Com um show de 2h, a Samba d´Ju apresenta um repertório que mistura músicas autorais e composições da MPB, tudo em ritmo de samba.   
SERVIÇO – Boteco (Av. João Durval, Ville Gourmet - Feira de Santana , BA), sábado (9), a partir das 22h. Informações (75) 9208-1155. 

DOMINGO, DIA 05/06  

SAMBA d´Ju no Prá Começar... – A banda Samba d´Ju é atração do fim de tarde do domingo, à partir das 18h, no projeto “Domingão com Samba d´Ju” no Pra Começar... Chopp & Music (Av. Manoel Dias da Silva, 1733 - Pituba). Comandada pela voz e beleza de Ju Moraes, o grupo tem à frente os músicos Nanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no Cavaquinho. O show com duração de duas horas é composto por um repertório com canções autorais, MPB, pop rock brasileiro e até forró, tudo em ritmo de samba.
SERVIÇO – Pra Começar... Chopp & Music (Av. Manoel Dias da Silva, 1733 - Pituba), domingo (05), à partir das 18h. Couver – R$ 15,00. Rosca dobrada. Informações (71) 3345-6450

terça-feira, 14 de junho de 2011

Agenda da banda Samba d´Ju para esta semana


QUINTA-FEIRA, DIA 16/06
SAMBA d´Ju – O show com a banda Samba d´Ju é uma boa pedida para esquentar a noite da quinta-feira. Com uma mistura deliciosa de samba e MPB, o grupo formado por Ju Moraes, na voz, Nanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no Cavaquinho comanda a festa no Botequim São Jorge. Com casa cheia, o show tem atraído uma turma jovem, bonita e descolada. A banda se apresenta através do projeto “Botequim d´Ju” nesta quinta-feira (16), no Botequim São Jorge, à partir das 21h.
SERVIÇO – Botequim São Jorge (Rua Jorge Gomes, Rio Vermelho), quinta-feira (09), à partir das 21h. Couver – R$ 18,00, com cerveja long neck dobrada até 22h. Informações (71) 3334-8181.  

DOMINGO, DIA 19/06 
SAMBA d´Ju e Edd Bala – Quem optar por uma programação diferente e dançante para o fim de tarde do próximo domingo (19) pode  escolher o show da banda Samba d´Ju no Pra Começar... Chopp & Music. A noite contará com uma mistura de samba e forró. O grupo divide o palco com cantor Edd Bala, com a banda Bala n´Agulha. A Samba d´Ju formado por oito músicos tem à frente a vocalista Ju Moraes, e os músicos Nanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no Cavaquinho. O show é uma ótima pedida para os finais de tarde dos domingos, e tem atraído um público jovem, bonito e descolado.  
SERVIÇO – Pra Começar... Chopp & Music (Av. Manoel Dias da Silva, 1733 - Pituba), domingo (12), à partir das 18h. Couver – R$ 15,00, com rosca dobrada até 21h. Informações (71) 3345-6450. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Samba d´Ju embala noite para casais e solteiros


Casais apaixonados ou solteiros à procura que optarem por uma programação diferente e dançante para o fim de tarde do próximo domingo (12) – Dia dos Namorados – podem escolher o show da banda Samba d´Ju. O grupo se apresenta a partir das 18h, no projeto “Domingão com Samba d´Ju”, que acontece no Pra Começar... Chopp & Music, na Pituba.

A noite contará com uma mistura de samba e forró. A banda Samba d´Ju, composta por oito músicos, se apresenta em uma versão mais romântica. O show contará com um bloco de sambas românticos, misturado com composições autorais, MPB em samba, e forró das antigas.

Para entrar no clima junino, a abertura da noite fica por conta da apresentação do cantor Edd Bala, com a banda Bala n´Agulha. A banda de forró elétrico apresentará um delicioso repertório com muito xote e arrasta-pé para dançar agarradinho. Entre uma música e outra, o cantor, que veio do teatro, interage com o público com  brincadeiras e piadas.

O projeto “Domingão com Samba d´Ju” foi criado para ocupar a lacuna cultural do final de tarde dos domingos. É uma ótima pedida para quem quer curtir a noite, mas pretende voltar cedo para casa para começar bem a semana. As apresentações da banda Samba d´Ju têm atraído um público jovem, bonito e descolado.

SERVIÇO – Samba d´Ju e Bala n´Agulha, domingo (12), à partir das 18h, no Pra Começar... Chopp & Music (Av. Manoel Dias da Silva, 1733 - Pituba). Couver – R$ 15,00, com rosca dobrada até 21h. Informações (71) 3345-6450. 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

CUIDADO COM ESSA MOÇA: ELISA LUCINDA!

“A presença da Elisa Lucinda, abrilhantando com a sua graça as noites em Salvador, não poderia passar despercebida para o público baiano. Mas a imprensa baiana, salvo raras exceções, nunca tem o cuidado de noticiar nada ligado às artes que realmente valem à pena.”



Por Elenilson Nascimento

Salvador está cheia de boas opções de cultura nesse fim de semana. Em sua maioria shows no Pelourinho, comédias stand-up (*que eu não gosto muito!) e alguns dramas. Entretanto, um daqueles espetáculos surpreendentes acaba de voltar à capital. Trata-se do maravilhoso espetáculo “Parem de Falar Mal da Rotina”, de autoria e interpretação da atriz e escritora Elisa Lucinda.

Nesse espetáculo, Elisa faz o público rir, refletir, se emocionar e até mesmo a acompanhá-la enquanto canta Cazuza ou um outro artista. Além de interagir com a plateia do começo ao fim do espetáculo (*eu já presenciei ela tomando celulares das mãos dos outros, mandando alguém ir ao banheiro, perguntando sobre como foi o dia de trabalho e por aí vai), mas também ela declama a sua poesia. E é aí que está a boa surpresa, pois os soteropolitanos dizem que nunca têm tempo para nada, muito menos para pensar profundamente sobre a rotina por meio da poesia. No entanto, para quem se propõe a assistir “Parem de Falar Mal da Rotina”, Elisa consegue a façanha.

Hoje, 09/06, a lindona esteve esbanjando a sua simpatia no programa “Roda Baiana” (Metrópole FM), apresentado pelo simpaticão André Simões. Elisa recitou o seu poema “Aviso da Lua que Menstrua”: “Moço, cuidado com ela! Há que se ter cautela com esta gente que menstrua... Imagine uma cachoeira às avessas: cada ato que faz, o corpo confessa. Cuidado, moço, às vezes parece erva, parece hera. Cuidado com essa gente que gera essa gente que se metamorfoseia, metade legível, metade sereia...”; falou sobre a importância da poesia, da felicidade em se apresentar novamente em Salvador, além de muitos ouvintes manifestando amor a Elisa.

Aproveitei a sua presença na rádio e mandei dois livros de presente para ela: “Poemas Dispersos” e “Diálogos Inesperados Sobre Dificuldades Domadas”, além de também ter mandado mensagem: “Queria muito que a Elisa soubesse da importância dela na minha vida. Foi por causa do livro ‘A Menina Transparente’ que resolvi arriscar em querer escrever. Sou fãzão, ao ponto de gritar por ela (*fiz isso na Bienal do RJ, quando ela estava lendo Quintana c/ o Paulo José, e o povo lá mandando eu calar a boca!). Elisa adoro você e espero que tenha gostado do presente. Por favor, você poderia ler duas linhas do meu livro para eu me amostrar!”. Bom ela recebeu os livros, agradeceu, mas não deu tempo de ler as duas linhas para eu me amostrar.

A presença da Elisa Lucinda, abrilhantando com a sua graça as noites em Salvador, não poderia passar despercebida para o público baiano. Mas a imprensa baiana, salvo raras exceções, nunca tem o cuidado de noticiar nada ligado às artes que realmente valem à pena. No entanto, um público entusiasta, ávido por raras oportunidades estéticas com conteúdo filosófico e social como esta, se faz sempre presente lotando as instalações.
Elisa é uma poetisa brilhante, uma exceção no país, já que poesia sempre é jogada no fundo do poço. Elisa explora temas como racismo, solidão, amor, corrupção e outros do infinito e dramático leque humano que desfilam ante os olhos e os ouvidos extasiados dos sortudos presenteados pela sua imponente presença de poeta, mulher e síntese potente do Brasil que esta cidadã nascida em Espírito Santo carrega pelo país inteiro. Segundo ela mesma informou no decorrer do “Roda Baiana” esta visita prévia na capital baiana é para marcar território para uma futura e mais demorada em que relançará seu livro/espetáculo: “Parem de Falar Mal da Rotina”, já assistido por mais de 1 milhão de espectadores e que, enfim, chega a cartaz em Salvador, no Teatro Jorge Amado.
Mas vamos aguardar com ansiedade, de preferência relembrando uma das suas performances mais famosas quando encerra os seus espetáculos com o seu poema: “Só de sacanagem” (*que ficou massa na voz de Ana Carolina): "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal. Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!”

"Parem de Falar Mal da Rotina" é um espetáculo interativo que provoca em seu público uma divertida reflexão sobre o cotidiano de cada um. Utilizando versos e conversas despojadas sobre a rotina, o espetáculo é uma espécie de espelho capaz de projetar mil possibilidades, provocando verdadeiras transformações em nossas relações sociais, de trabalho e pessoais. O espetáculo nasceu da grande lição e das inúmeras lições que a natureza nos ensina todo dia. A grande lição é a capacidade de estreia que faz tudo na natureza acontecer de forma espetacular, di-a-ri-a-men-te: o nascer do sol, o pôr do mesmo sol, os céus, a chuva, as estrelas, os ventos e as tardes.
“Talvez o sucesso e a empatia do espetáculo ‘Parem de Falar Mal da Rotina’ e do livro se deva por uma coisa muito simples: a brincadeira ali (embora séria) é de tirar os véus que encobrem realidades determinantes em nossas vidas, mas cuja face verdadeira, alguns dogmas do senso comum não nos deixa ver. É como uma espécie de cegueira, branda e inconsciente, contra a qual, por não sabermos, não tomamos providência. Isso vale para todo mundo, começando por mim que apesar de ser metida a saber, reconheço meus equívocos e busco sempre a luz da não-ignorância. Esta, muitas vezes, permite que sejamos injustos, contraditórios e até hipócritas, sem que se perceba com clareza. Como vocês têm notado, e eu espero não perder leitores por isso, tenho escrito sobre as relações homoafetivas. Já algum tempo meu público de leitores e fãs espera meu pensamento sobre o tema”, escreveu a atriz no seu blog.

Mas a peça também já foi apresentada em Barcelona – Espanha, mais de cem vezes, e nas redes sociais tem uma legião de fãs (*inclusive eu!). Elisa chegou a ouvir de uma espectadora que a senhora havia trocado suas pílulas anti-depressivas por uma dose diária de “Parem de Falar Mal da Rotina”. Agora, as experiências da peça viram um livro recheado do mais alto astral, que eu ainda não comprei.
Apesar de gostar muito da Elisa, até tentei que ela participasse dos “Poemas de Mil Compassos”, da “Coleção Literatura Clandestina”, em 2009, mas ter que tratar com os seus assessores é um porre, só há pouco tempo que eu passei a ler com frequência o seu blog – A Lira que Alucinda – e sempre me deparo com textos extremamente simples, mas totalmente tocantes. Uma delicadeza única para falar de coisas do dia-a-dia ou para homenagear lugares ou pessoas queridas.

E deselitizando a poesia no seu espetáculo, Elisa, que fala o texto poético como quem conversa com o público, emociona e diverte com suas palavras, gente de todo o tipo e de dez a cem anos. Uma auto-ajuda inteligente, uma aula de cidadania através da educação emocional; pois cuidando melhor de nossa rotina, autores e protagonistas que somos dela, cuidaremos melhor de nós mesmos, dos que nos cercam e do mundo à nossa volta.

Elisa costuma dizer que gosta de sair da leitura de um livro, de uma exposição de arte, de um espetáculo teatral ou de um filme, tocada, acrescentada, enfim, diferente de quando entrou. Esse para ela é o papel da arte. E o mesmo deseja a seu público. No ano passado, fiquei ainda mais encantado com essa artista e poetisa. A cada autógrafo que dava, era um desenho que fazia com seus lápis de cores e canetinhas espalhadas pela mesa. Na era da massificação, a exclusividade que dá a suas obras as tornam ainda mais valiosas. Um gesto de respeito aos admirados de sua arte.

Mas voltando ao livro que eu ainda não li… acredito que os textos sejam tão incríveis quanto os publicados no seu blog e escritos com um olhar simples da vida. Realmente a capixaba merece o reconhecimento do público. Não porque está entre os globais, mas porque sabe olhar e expressar a vida de forma simples, sem rodeios e com muito otimismo. Coisa que ainda me falta aprender. Confira mais alguns flashes de uma tarde de autógrafos:
Uma verdade o que o chatinho do Miguel Falabella disse: “Elisa Lucinda diz seus poemas como quem vai bordando a existência. Ela sai colhendo poesia pela vida afora com um talento impressionante. A poesia de Elisa Lucinda é a poesia de todos nós, seu verbo é múltiplo, cabe na boca do mundo e atiça, inflama e emociona e traz notícias da melodia que não se perdeu, transformou-se, metamorfoseou-se, mas continua melodia”. Isso é a poesia de Elisa.
Linda, em cena, no sucesso “Parem de Falar Mal da Rotina”.
Com o poeta Artur Gomes, dos “Poemas de Mil Compassos”.
Com a Preta Gil.
Com Ana Carolina.
Com o pai da Mônica, o desenhista Maurício de Souza.
Com o escritor Rubem Alves.
Com o nosso amigo Sandro Rogério de Faria.
Serviço de poesia em Salvador:
Teatro Jorge Amado, Avenida Manoel Dias da Silva, 2177
Dias: 10, 11 e 12/06 e 17, 18 e 19/06/2011
Sexta, sábado e domingo às 20h
Ingressos: R$60 (inteira) e R$30 (meia)
+ Atenção professores: vocês pagam meia entrada!

fotos: reprodução

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Luiz Caldas, Colher de Pau e Saiddy Bamba animam Festa do Divino em Boipeba

Neste próximo fim de semana a Ilha de Boipeba, no município de Cairu celebra a festa do Divino Espírito Santo. A programação conta com manifestações religiosas, culturais e três grandes shows. Na capela centenária, serão celebradas as missas do novenário, que será concluído no domingo, a partir das 9h, uma liturgia solene. Enquanto isso, um grande palco armado na praça, receberá todas as noites, três atrações de peso.

Na noite do sábado (11), quem anima a festa é a banda Colher de Pau, com um repertório que vai do forró eletrônico ao tradicional, que dará um tom junino à festa. No domingo (12), dia dos namorados, será a vez de Luiz Caldas, que vai relembrar grandes sucessos do início do movimento conhecido como “Axé Music”. Na segunda-feira (13), a festa continua com a procissão marítima, concurso de barcos e à noite, o som marcante da banda Saiddy Bamba.

A Festa do Divino Espírito Santo é uma das mais antigas tradições do município de Cairu. “A manifestação repetida há séculos, mantém viva a fé e cultura do nosso povo e atrai a atenção dos turistas”, afirma o prefeito Hildécio Meireles. “Temos o compromisso valorizar a cultura e religiosidade local, além de incentivar o aparecimento de novas manifestações”, conclui o gestor. O evento recebe o patrocínio é da prefeitura municipal.

A abertura da festa, no sábado passado, contou com a lavagem das escadarias da igreja. Em seguida, durante as nove noites da semana, aconteceram celebrações e apresentações culturais. Na próxima segunda-feira, uma procissão marítima em homenagem a São Francisco encerra as festividades. 

 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Samba d´Ju anima casais apaixonados


Agenda Cultural

QUINTA-FEIRA, DIA 09/06
SAMBA d´Ju – O show com a banda Samba d´Ju é uma boa pedida para esquentar a noite da quinta-feira. Com uma mistura deliciosa de samba e MPB, o grupo formado por Ju Moraes, na voz, Nanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no Cavaquinho comanda a festa no Botequim São Jorge. Com casa cheia, o show tem atraído uma turma jovem, bonita e descolada. A banda se apresenta através do projeto “Botequim d´Ju” nesta quinta-feira (09), no Botequim São Jorge, à partir das 21h.
SERVIÇO – Botequim São Jorge (Rua Jorge Gomes, Rio Vermelho), quinta-feira (09), à partir das 21h. Couver – R$ 18,00, com cerveja long neck dobrada até 22h. Informações (71) 3334-8181.  

DOMINGO, DIA 12/06 
SAMBA d´Ju – Quem optar por uma programação diferente e dançante para o fim de tarde do próximo domingo (12), dia dos namorados, pode  escolher o show da banda Samba d´Ju. O grupo sobe ao palco à partir das 18h, no projeto “Domingão com Samba d´Ju”, que acontece no Pra Começar... Chopp & Music. A apresentação contará com canções autorais, um bloco de sambas românticos e outro de forró das antigas. O grupo, formado por oito músicos tem à frente a vocalista Ju Moraes, e os músicos Nanda Duarte, no violão, e Juan Santiago, no Cavaquinho. O show é uma ótima pedida para os finais de tarde dos domingos, e tem atraído um público jovem, bonito e descolado.  
SERVIÇO – Pra Começar... Chopp & Music (Av. Manoel Dias da Silva, 1733 - Pituba), domingo (12), à partir das 18h. Couver – R$ 15,00, com rosca dobrada até 21h. Informações (71) 3345-6450. 

terça-feira, 31 de maio de 2011

COMEMORAÇÕES DOS 2OO ANOS DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA

“Apesar das comemorações pelos 200 anos, a Biblioteca dos Barris é cheia de erros grosseiros. Livros e leitores são prisioneiros da burocracia e da arrogância de muitos.”
Por Elenilson Nascimento

A literatura está, nesses tempos globalizados de informações rápidas, de celebridades fúteis e de falta de bom gosto e bom senso, não na dor experimentada ou sentida, mas no fingimento dela, apesar dos escritores partirem da dor real “a dor que deveras sente”. Não há arte sem imaginação, sem que o real seja imaginado de maneira a exprimir-se artisticamente e ser concretizado em arte. O momento é complicado mesmo, cheio de problemas, cheio de descasos, alguns deles os mais básicos em se tratando da educação e cultura do nosso povo.

Vou citar um exemplo: o novo filme do Harry Potter constante em 3D, cheio de sangue saltando da tela, com diálogos cheios de vocabulários próprios, com as varinhas de bruxos jogando feitiços pra lá e pra cá, além das “legendas” (desculpe a ironia), na verdade, indicações, nomes, setas, fotos, imagens enquadradas, tudo de um jeito a parecer moderno, mas não verdade consegue ser apenas didático – um pouco menosprezando a inteligência do espectador. É exatamente dessa forma que a literatura é tratada.

Mas o tal rapaz de óculos, metido a escritor, que gostou do filme do bruxo com um raio na testa, ficou irritado porque os jornalistas baianos não gostaram e, no debate com o diretor, mandou a tal frase de que críticos são cineastas frustrados. O primeiro argumento é simples: ele, como gostou do filme, não é frustrado? Como se bastasse isso, gostar ou não para ser ou não frustrado. Além disso, ele valoriza a própria opinião em detrimento da dos outros. A opinião dele, que gostou, é legal, as outras, quem não gostou, não prestam.
Posso confessar aqui – porque o blog é meu – sem nenhum pudor que adoro ser metido a jornalista. Desde o primeiro momento na minha vida, quando ainda era um espermatozóide, eu quis ser jornalista. Não quis ser cineasta. Nem doutor. Nem advogado (*como todo mundo hoje!). Mas se tenho uma frustração, é de não ter entrado numa boa universidade, de ter perdido o meu tempo tirando xérox e decorando frases de efeito para apresentar seminários inúteis para professores medíocres, de não ter frequentado mais bibliotecas ao invés do Google. E ainda de não ter escrito um livro excepcional – apesar de já ter lançado alguns, de gostar muito deles e continuar a escrevendo, que provém da interpretação com os meus leitores.

Porém, bibliotecas não são mais espaços de interação e descobertas, apesar de alguns esforços. E no último dia 13 de maio, marcado pela reflexão sobre a assinatura da Lei Áurea, em 1888, acontecimento histórico que pontua a abolição da escravidão em terras brasileiras, também foi pontuado pelas comemorações dos inacreditáveis 200 anos da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (BPEB), localizada no bairro dos Barris, Salvador (BA), e dirigida pela Fundação Pedro Calmon/SecultBA, foram comemorados com intensa programação.

Atrações artísticas e conferências revelaram a importância e a diversidade da primeira biblioteca pública do Brasil. A unidade que possui um acervo de 600 mil itens, dos quais 150 mil são livros, além de vídeos, imagens, obras de arte, documentos históricos, periódicos e obras raras e valiosas, apresenta uma extensa programação de debates a apresentações artísticas. Mas alguns especialistas defendem o título de Biblioteca Nacional da Bahia, coisa, ao meu ver, irrelevante, visto que a importância de uma biblioteca com a estrutura da Biblioteca dos Barris é algo muito maior.

Pensando nisto, representantes da comunidade negra de Salvador aproveitaram essas comemorações e organizaram um debate interessantíssimo no último dia 13/05, para refletir sobre as consequencias da Abolição da Escravatura, a importância de mantermos viva a nossa cultura e os atuais problemas vivenciados pelos negros desse país.

A ideia era pontuar um espaço de discussão sobre o dia seguinte a assinatura da Lei Áurea, os efeitos reais da libertação e outras pautas referentes a comunidade negra baiana com um grupo especial de artistas que falariam sobre a importância do livro e da biblioteca em suas trajetórias pessoais, marcadas por superação e desafios.
O debate começou – concorrendo com a atenção do povo na fila do acarajé – com um bate-papo com a simpaticíssima apresentadora do programa “Boa Tarde Bahia” (Band), Rita Batista, que falou sobre o seu vínculo com a biblioteca, a importância dos livros na sua vida (*apesar de ter afirmado que doou muitos deles por falta de espaço na sua casa) e sobre a sua vida escolar. Rita estava deliciosa, com um micro vestido que deixava de fora as suas pernas maravilhosas, o que, muitas vezes, deve ter tirado à atenção dos muitos presentes. Pelo seu Twitter, ela manifestou a sua satisfação: “O evento na biblioteca foi massa!”, escreveu.

Já o ator Jackson Costa – muito assediado – também falou da importância dos livros para a formação da sua vida como ator, do motivo que trocou a sua vida de celebridade em novelas da Globo por produções locais, das dificuldades de se produzir arte num país que não valoriza nada e das desventuras da sua profissão.
A vereadora Olívia Santana foi uma grata surpresa pra mim, pois nunca “na história desse país” presenciamos tanto alvoroço na psicosfera do medíocre cenário da política brasileira. Procuramos imantar todos os vieses para acreditar nos políticos que nos representam, mas à medida que nos inteiramos das nuanças políticas, a vergonha bate a nossa cara, e a desconfiança torna-se realidade. No écran infrutífero do Senado Federal e/ou da Câmara Municipal de Salvador alguns pontinhos conseguem ser vistos, como foi no caso do STF ter aprovado a união homoafetiva, mas no resto a pasmaceira e a roubalheira continuam.

Ao ver a Olívia Santana ao lado de pessoas que eu admiro, imaginei logo que deveria ser proibido políticos, sempre com um novo método de corrupção, abrirem as bocas num ambiente que exala cultura, pois, enquanto mais falcatruas e mentiras tomam dimensões insuperáveis, enquanto a presidente Dilma diz que atos vergonhosos são inerentes a democracia em que o país está inserido, continuamos sendo alienados (“A Bahia anda no caminho certo!”) como fantoches, e cheguei à conclusão e achei o azimute que nos direcionou para o porquê de tantas críticas aos governos dos militares. Mas a senhora vereadora me deixou pensativo. Contou da sua infância sofrida num bairro de periferia em Salvador, onde chegou ao ponto de perder tudo dentro de casa por conta de enchentes. Contou que começou a trabalhar como faxineira, mas que logo se viu como líder de movimentos negros. Fiquei muito impressionado com a oralidade e a formação da Olívia, mas, mesmo assim, isso não afetou em nada a minha opinião sobre os políticos.
O cantor Lazzo Matumbi foi a outra delícia da noite. Lazzo que é conhecido como “a voz da Bahia”, contou que começou a sua carreira em 1981 como atração do bloco Ilê Aiyê e arrastou multidões de baianos e turistas seduzidos pela sua forma única de cantar com a alma, dotada de swing, tal qual os cantores americanos de blues.

Lazzo, em alguns momentos, demonstrou o seu descrédito com a política, com a educação favelizada e com a segurança pública que, segundo ele, sempre renega ao pobre e preto o papel de “ladrão”. O cantor falou que enxerga com muita tristeza a atual situação do Carnaval da Bahia, de que a ideia que podemos resolver questões do Carnaval com algum dinheiro, não resolve e nem resolverá os problemas. E que também ficar acreditando em uma “política salvadora” por parte do governo para a população negra parece esgotada. “Aliás, o modelo é esgotado. Não funciona. É demasiadamente medíocre”, contou.
Vendo o Lazzo Matumbi falar, com aquele vozeirão, me fez ficar mais uma vez impressionado. Pois é difícil, muito difícil, saber da opinião de alguns artistas da Bahia, principalmente numa época onde ninguém tem opinião sobre nada, todo mundo é politicamente correto. E apesar disso, um retardado na plateia tentou deixar o cara desconcertado, fazendo algum comentário racista sobre o discurso do Lazzo, o que foi violentamente exposto pelo próprio artista que se sentiu incomodado. Mas, enfim, conversar com Lazzo e não ser interrompido a cada minuto por pessoas que querem tirar foto, cumprimentar e fazer todos os tipos de tietagens que grandes personalidades são acometidas é uma coisa quase que impossível. E, no meio do debate, Lazzo falou a respeito da saída do importante e reverenciado Bloco Coração Rastafari ao que recebemos atônitos a resposta de que o Coração Rastafari não vai sair mais por falta de patrocínio.

E, dessa forma, por total incompetência dos órgãos públicos, o cantor dos nossos amores e de tudo o que tem de dentro de nós não vai cantar. Mas como é que tem Carnaval sem a “Alegria da Cidade”, sem aquela voz forte, vibrante, doce e intensa quase a sussurrar no nosso ouvido estrofes poderosas como “A minha pele de ébano é, a minha alma é nua...” ou “Eu sou parte de você, mesmo que você me negue”. Como pode um cara como Lazzo não sair mais no Carnaval com a infra-estrutura necessária e parecer que está tudo normal. Não está. Temos a obrigação de fazer uma reflexão séria a respeito.

A noite terminou com um show da premiadíssima banda Rumpilezz – um outro elemento da cultura negra presente na comemoração dos 200 anos da Biblioteca Pública. A apresentação da Rumpilezz, criada em 2006, pelo maestro Letieres Leite e baseada na percussão de matriz africana, com influência do jazz, formada por cinco músicos de percussão (alabês) e 14 músicos de sopro, fez um sucesso enorme.

A orquestra de afro-jazz levou, em seu repertório, composições baseadas no universo percussivo baiano somadas às influencias no Candomblé e agremiações musicais da cultura negra, tais como o Samba do Recôncavo, o Ilê Aiyê e o Olodum. Apesar da chuva, as pessoas presentes se esbaldaram.

E a Biblioteca Pública do Estado viveu um dia de intensa movimentação nos seus diversos setores. O público teve oportunidade de conferir ainda “contações de histórias” no setor infantil, homenagens no setor Braille, exposição, música e teatro nos corredores, filmes no audiovisual e conferências, como a do excelente professor Ubiratan Castro, que deram mostra de como a biblioteca continua efervescente, dois séculos após a sua fundação, e apesar da falta de diálogo dos funcionários com os frequentadores, o que eu acho lamentável.

Não sei quanto dinheiro é gasto nessas campanhas de incentivo à leitura que de vez em quando o governo faz. O que eu sei é que não existe campanha publicitária barata. Livro barato até que de vez em quando se encontra, com paciência e sorte. Mas o que é barato para você pode não ser pra mim, segundo a teoria da relatividade. Enfim, as bibliotecas públicas estão aí para isso. Mas nem sempre é isso que encontramos. E não se pode falar em biblioteca pública em Salvador sem mencionar que os jovens hoje não freqüentam bibliotecas. E é por falar na BCB que eu devo dizer que, toda vez que entro lá para pegar um livro (empréstimo ou consulta), ler revistas ou jornais, fico pensando que todas as campanhas de incentivo à leitura do governo são dinheiro jogado fora.

O principal erro da BCB é supor que a relação com a leitura se dá – não com a descoberta dos livros – sempre com livros já conhecidos. Não existe, além dessas datas comemorativas, nenhuma tarde de autógrafos com autores novos e/ou consagrados, nenhum concurso cultural, nenhuma semana de cinema (*já que lá tem uma sala de cinema), nenhuma publicação de livros financiados pela instituição. É simplesmente uma loucura neste país de analfabetos e semi-analfabetos. Se preciso é, explico. É vergonhoso.

O incauto e inculto candidato a leitor vai à biblioteca, atendendo ao apelo do governo que pagou a propaganda para convencê-lo de que ler é legal e, quando chega, esbarra no muro de contenção que é o balcão de atendimento. Ali, um funcionário público típico faz a indagação: “Que livro você quer?” Pronto, perdemos um leitor. Não existe uma sugestão. Não existe um olhar acolhedor. Muitos funcionários da biblioteca exalam um fedor de arrogância que dói na alma de vergonha. E isso eu posso afirmar, pois já presenciei cenas bizarras, principalmente no setor de periódicos.
Mas pressupõe-se que todo mundo já sabe o que quer ler. É como alguém perguntar a um menino de sete anos qual é o nome da mulher peituda que será a mulher peituda da sua vida. Quem sabe pelamordedeus? Qualquer um que tenha uma relação mais ou menos íntima com livros sabe que o “prazer de ler” se dá de forma muito diferente. “A vida é a arte do encontro”. A gente futuca os livros, observa a capa, estranha o título, confere o tamanho das letras, etc. E muito depois escolhe. E depois troca. Às vezes após folhear apenas algumas poucas páginas. Às vezes um livro que parecia uma coisa se mostra outra. Às vezes um livro que não parecia nada muda toda a nossa vida. Mas na Biblioteca Central dos Barris, livros e leitores são prisioneiros. Não se pode nem ver a capa. Ou seja, é uma biblioteca para se fazer pesquisa de escola, para bater papo nos corredores ou na escadaria, não para quem quer ler por ler. Só espero que não demorem mais 200 anos para mudar essa situação.


Debate com o excelente professor Ubiratan Castro. Sou fã desse homi!
Performance de atores da Cooperativa Baiana de Teatro.
André Backer (sax) em parceria com o músico da Orkestra Rumpilezz.
Concorrência desleal: o debate quase não começa porque o povo estava na fila do acarajé.
O público teve que ficar de pé para assistir ao debate.
fotos: Ascom/Fundação Pedro Calmon

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Samba d´Ju comemora aniversário com nova música.


 A banda completa dois anos com festa e nova música em homenagem às mulheres que fazem samba

Quem disse que mulher não sabe fazer um bom samba? Esta pergunta vai ser respondida através da nova música da banda Samba d´Ju. A composição de autoria da cantora Ju Moraes é uma homenagem às mulheres que estão à frente das bandas de samba, entre elas, Alcione, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Mariene de Castro, Mart’nália, e até mesmo Maria Rita, Marisa Monte e Zélia Duncan, que recentemente gravaram sambas.

A nova música “Mulher no Samba” será apresentada ao público no próximo domingo (29), na comemoração de dois anos de aniversário da banda. O show acontece à partir das 18h, no Prá Começar... Chopp & Music, na Pituba.

Com pouco tempo de estrada, mas como uma bagagem de cheia de experiência, alguns sonhos e muita história de samba, a banda Samba d´Ju é formada em maio de 2009, pelos amigos Ju Moraes (Voz), Nanda Duarte (Violão) e Juan Santiago (cavaquinho), e mais cinco músicos.

Com uma mistura fina, elegante e animada de pop, MPB e samba, a na voz marcante de Ju Moraes, o grupo tem atraído centenas de fãs por onde passa. A apresentação neste domingo inaugura o novo projeto da banda, com a temporada “Domingão com Samba d´Ju”, no final de tarde de todos os domingos, até o final do inverno.

A música “Mulher no Samba” é inédita e ainda não foi gravada. O grupo pretende entrar em estúdio para produzir o primeiro CD totalmente autoral no próximo semestre. Até lá quem quiser matar a curiosidade, pode conferir o estilo musical do grupo através do primeiro CD, gravado em janeiro passado.  A coletânea possui seis composições autorais, entre elas “Aquela” – música de trabalho, e “Em suas mão”, composição de Ju Moraes e Tuca Fernandes. O CD pode ser baixado gratuitamente através do site www.sambadju.com.br.

SERVIÇO
O que: Show de aniversário da banda Samba d´Ju
Quando: domingo, dia 29, às 18h
Onde: Pra Começar... Chopp & Music (Av. Manoel Dias da Silva, 1733 - Pituba - Salvador , BA)
Couver: R$ 10,00 por pessoa