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terça-feira, 26 de julho de 2011

Terceiro maior destino turístico da Bahia investirá R$ 70 milhões até 2014


O município de Cairu, no Baixo Sul da Bahia, vai investir R$ 70 milhões em infraestrutura, capacitação profissional e melhoria do trade turístico, até 2014. O anúncio foi feito pelo prefeito Hildécio Meireles na manhã desta sexta-feira (22), durante o Fórum Regional Copa Bahia 2014, realizado em Morro de São Paulo.
O plano de metas visa capacitar a cidade para atrair os turistas que visitarão a Bahia em 2014, no período da Copa do Mundo e em 2016, durante os jogos Olímpicos. Os investimentos serão aplicados na sede nos distritos.
Os recursos serão concentrados em obras de infraestrutura e qualificação profissional. “Este é um planejamento feito pela prefeitura que atenderá ao turista, mas principalmente, servirá para melhoria da qualidade de vida da população que mora nas ilhas”, pontuou o prefeito Hildécio Meireles.
A previsão orçamentária, segundo o gestor, será dividida em duas etapas: de 2011 a 2012, R$ 20 milhões, e de 2013 a 2014, mais R$ 25 milhões, um total de R$ 45 milhões em recursos próprios. O restante será captado junto ao às esferas estadual e federal, ou através de parcerias com a iniciativa privada. 
Ganhar com as sobras
Ciente de que o pequeno município não tem condições para ser transformado Centros de Treinamento das Seleções (CTS´s) ou mesmo de Aclimatação diante das exigências da Fifa, Meireles, afirmou que está preparando a cidade para aproveitar as demais oportunidades que o mundial oferece. “Queremos ganhar com as sobras da Copa”, ilustrou.
A cidade localizada a 308km de Salvador (via terrestre) e a menos de 60km (via marítima) é considerada um “satélite da cidade-sede – Salvador” e uma importante indutora do turismo da região do Baixo Sul. Cairu é o único município arquipélago do Brasil. Composto por 26 ilhas é o terceiro maior destino turístico da Bahia. A cidade administra as famosas ilhas de Morro de São Paulo e Boipeba.
Meireles aproveitou o Fórum para apresentar as ações que já foram executadas. “Fizemos a requalificação urbana do Morro de São Paulo, de vários bairros periféricos da sede e em algumas ilhas. Estamos recuperando monumentos históricos e melhorando a infraestrutura turística da cidade”, apontou. O prefeito afirmou ainda que iniciou este ano, um plano de melhoria habitacional, está modernizando a gestão através da qualificação do funcionalismo e melhoria da infraestrutura administrativa.
Para Hildécio, alguns desafios serão impostos até 2014, entre eles, a implantação de um sistema sustentável de coleta e aproveitamento dos resíduos produzidos nas ilhas. “Estamos buscando uma solução para este problema. Até o final deste ano apresentaremos um novo modelo de gestão do lixo, assim como da ampliação do sistema de esgotamento sanitário”, ressaltou.
Destino satélite indutor
Para o secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leoneli, todo o estado vai se beneficiar com o mundial é a chance de mostrar as qualidades, atrativos e hospitalidade do povo baiano. Com cairu não será diferente. O município, segundo ele, tem inúmeras possibilidades de se destacar diante dos demais.
Cairu pode aproveitar esta oportunidade e se tornar, de fato um destino satélite indutor. “Para isso, precisa promover no período dos jogos, uma programação paralela, com roteiros e eventos com o objetivo de atrair estes visitantes internacionais”, afirmou Leoneli
Colbert Martins, secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo, ressaltou a competitividade dos destinos. O secretário destacou projeção que ocorrerá em 2014. “O efeito midiático de uma Copa inicia 6 anos antes da realização do campeonato e se estende em até 30 anos após os jogos”, afirmou. “Quem sair na frente será consolidado. E Cairu já saiu.”, apontou.
“O turista que virá para a Copa, além de assistir aos jogos, quer conhecer a pujança cultural e as belezas da região. Este é um grande filão para ser aproveitado por Cairu”, destacou Ney Campello, titular da Secretaria Especial para Assuntos da Copa Mundo da FIFA Brasil 2014 (Secopa). Segundo ele, em 2010, dos torcedores que foram para a África do Sul, 83% deixaram a cidade dos jogos e viajaram pela região. Destes, 16% passaram por aproximadamente seis municípios próximos às sedes.   
Campello elogiou a compreensão do município sobre o aproveitamento das oportunidades que surgem com a Copa. “É o prefeito que melhor absorveu o conceito da janela de oportunidades da Copa para os pequenos municípios”, afirmou. Cairu foi o primeiro município a receber o Fórum Regional Copa Bahia 2014.
O evento contou com a presença de aproximadamente 200 participantes, entre eles, representantes da Secretaria de Turismo do estado da Bahia (Setur), do Ministério do Turismo (MTur), da Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) , da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) e da Associação Brasileira da Indústria de Hoteis (ABIH). O Fórum Regional Copa Bahia 2014 integra as ações estratégicas de interiorização da Secopa e foi promovido em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo de Cairu.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Fonte Nova: recursos continuam bloqueados

Tribunal de Contas exige apresentação do projeto executivo para liberação de empréstimo

As obras da Fonte Nova, estádio da Copa em Salvador, tiveram o financiamento do BNDES bloqueado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) pela falta de projetos detalhados. Mesmo assim, o avanço da construção é perceptível, com os pilares estruturais começando a surgir.

Segundo informações de José Luiz Góes, diretor de engenharia do Consórcio Fonte Nova Negócios e Participações (FNP), responsável pelo projeto, 18% da construção está pronta. Isso graças ao financiamento de R$ 50 milhões da Desenbahia e a recursos da OAS e da Odebrecht, acionistas da FNP.

Nos bastidores do governo, no entanto, teme-se que as obras parem a qualquer momento e o prazo de entrega do equipamento – dezembro de 2012 – não seja cumprido. Isso, por falta da liberação do repasse de R$ 323 milhões financiados pelo BNDES para o consórcio.

“Trabalhamos com a perspectiva de viabilização do fluxo financeiro em curto prazo, tanto dos acionistas quanto dos bancos de financiamento, de forma a assegurar a continuidade do cronograma de obras”, declarou Góes.

Como o governo baiano não entregou o projeto executivo da Fonte Nova, o TCE contingenciou os recursos. Além disso, o custo da obra, até então orçado em R$ 591,7 milhões, pode chegar a R$ 835 milhões, segundo análise da Controladoria Geral da União (CGU).

A discrepância de valores também é criticada pelo TCE e só poderá ser confirmada com a apresentação das pranchas completas da obra.

Segundo Góes, o projeto executivo sofreu atualizações ao longo da obra. “Isso é normal num projeto com as características da Arena Fonte Nova, que é constantemente atualizado para o cumprimento das exigências da Fifa. Além disso, o contrato de parceria público-privada permite que seja feito assim.”

A previsão é que o BNDES se posicione nesta terça-feira quanto à liberação do financiamento. Mesmo sem acesso ao projeto executivo, o TCE autorizou em maio a liberação de R$ 64 milhões, mas o repasse ainda não foi feito.

Andamento das obras
Enquanto aguarda a liberação dos recursos, as obras continuam. A demolição e 95% da terraplenagem foram concluídas. Se as empresas cumprirem o cronograma e os recursos forem liberados, a expectativa é de que o avanço físico da obra chegue a 43% até o final do ano.

“Entramos na reta final das fundações, com a cravação de estacas, execução dos blocos de coroamento das mesmas e execução das sapatas de fundação do setor Norte”, diz Góes.

Seguindo o calendário da obra, as próximas fases são a montagem dos pilares, vigas e lajes pré-moldadas, assim como a estrutura de concreto que precisará ser moldada in loco. “O concreto é produzido em uma fábrica montada no próprio canteiro e passa por um teste de resistência”, explica Góes.

O canteiro de obras da arena conta hoje com 750 trabalhadores. São 200 equipamentos em operação, entre eles nove bate-estacas, quatro gruas, três guindastes de alta capacidade e uma central de dosagem de concreto.
 

Fonte: Portal da Copa 2014

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Salvador conhece nesta terça solução para problemas de mobilidade



BRT, monotrilho e metrô de superfície estão na disputa; VLT está fora do páreo.


O governo da Bahia adiou para amanhã (21) a divulgação do resultado do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), uma espécie de seleção para orientar a participação de empresas públicas e privadas na estruturação do projeto de construção e operação do sistema de mobilidade urbana para a Copa do Mundo em Salvador. A previsão era que as propostas fossem abertas hoje.
O governo recebeu sete projetos, todos de empresas privadas. Depois de uma ampla avaliação, indicará qual ou quais modais (tipo de transporte) serão aplicados. Após a escolha, o governo tem cerca de 45 dias para lançar o edital de licitação. As empresas propositoras podem ou não participar da licitação, que seguirá o modelo de Parceria Público-Privada (PPP). As obras devem começar entre o final de 2011 e o início de 2012.
O custo final dos projetos gira em torno de R$ 3 bilhões. Quem ganhar a licitação terá recursos da ordem de R$ 570 milhões do PAC da Mobilidade Urbana e R$ 542 milhões do PAC da Copa, ambos já liberados pelo governo federal. Outros R$ 28 milhões sairão dos cofres do estado. E o restante poderá ser financiado com recursos públicos ou da iniciativa privada.
A PMI da mobilidade, como está sendo chamada, atenderá aos municípios de Salvador e Lauro de Freitas e responde às necessidades e requisitos de mobilidade exigidos pela Fifa, para a realização da Copa de 2014. O edital estabelece, no entanto, uma perspectiva de projeção e número e passageiros até 2039.
As propostas consistem de estudos de viabilidade técnica, ambiental e financeira. As empresas concorrentes indicaram o modal que será aplicado, o custo e o cronograma da obra, o modelo que será aplicado para a gestão, a durabilidade do sistema, o número de passageiros por viagem, o trajeto percorrido entre os pontos, o número de paradas e plataformas de embarque e desembarque, o tempo de percurso e, principalmente, o valor final de cada passagens por trecho.
Dos sete projetos apresentados, dois são para corredores de Bus Rapid Transit (BRT), um sugere o trollebus, que é uma espécie de BRT elétrico, outro indica a implantação de um monotrilho e, por fim, os outros três sugerem a implantação de um metrô de superfície. Nenhuma das propostas indicou a aplicação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).


CONHEÇA DETALHES DAS SETE PROPOSTAS: 
Setps e Odebrecht Transport Implantação de BRT em duas fases, a primeira, de 41,9 km concluída até 2014 e a segunda, de 36,1 km até 2016 interligaria o aeroporto de Salvador ao metrô e ao sistema ferroviário suburbano. O projeto com custo final de R$ 2,9 bilhões  teria 173 estações e terminais, 58 viadutos, 14 pontilhões e 13 tuneis, além de ciclovias e calçadas. A capacidade máxima do sistema é de 45 mil passageiros por hora, a velocidade média comercial é de 30 km/h, e o tempo médio embarcado é de 10 min.

Camargo Correia e Andrade Gutierres O consórcio que também é responsável pela execução das obras e implantação do polêmico Metrô de Salvador, a mais de 10 anos, aposta no metrô de superfície. A proposta apresenta  com 23 km de linha ligando o município de Lauro de Freitas à estação acesso norte do metrô, passando pelo Aeroporto de Salvador, canteiro central da Paralela e Iguatemi. O projeto que seria implantado em três fases contempla 19 paradas e teria o custo final de R$ 2,9 bilhões.

Prado ValladaresO grupo baiano Prado Valladares adota o sistema modal tipo trollebus, ou BRT elétrico, podendo evoluir até 2030 para metrô. Conta com 41 km de vias aéreas, composta por pista elevadas e exclusiva, passarela e ciclovias. O projeto custa R$ 2,4 bilhões e atenderia 22 mil passageiros por hora até 2014, evoluindo progressivamente até atingir o topo de 60 mil passageiros por hora, com a migração do sistema para metrô. O tempo médio  embarcado é de 19,5 min e o tempo médio de viagem é de 32,8 min. A proposta prevê 26 paradas, 126 pontos de acesso às ciclovias e passarelas, e três rodoviárias, uma em Lauro de Freitas, outra em Valéria e a última em Simões Filho.

Queiroz Galvão
Uma das propostas mais diferenciadas da PMI foi apresentada pelo Grupo Queiroz e Galvão. A proposta adota o sistema de monotrilho, ou seja, um trem encaixado em um único trilho em nível elevado, interligando os municípios de Salvador e Lauro de Freitas. O projeto de 25 km, com 23 paradas e interligaria o aeroporto à Rótula do Abacaxi, passando pela Paralela e seguindo até a Pituba. O custo do projeto é de R$ 2 bilhões e atenderia aproximadamente 49 mil passageiros por hora, em uma velocidade média de 35km/h, com tempo médio de 25 min embarcado.

Metropasse Com o sistema BRT, a proposta da Metropasse interligaria o centro de Lauro de Freitas à estação da Calçada, no subúrbio ferroviário de Salvador. O projeto com 75 km de vias exclusivas contempla a construção de viadutos, passagens subterrâneas e passarelas. A capacidade inicial do sistema que tem o custo final de R$ 2 bilhões, é de 18 mil passageiros por hora, atingindo o topo de 38 mil, em 2039.

ATP Engenharia Inspirada no metrô da cidade do Porto, em Portugal, a proposta da ATP engenharia é de implantação de um metrô de superfície saindo de Lauro de Freitas até a Rótula do Abacaxi, no Acesso Norte, em Salvador. Seriam 23 km de vias exclusivas, construídas em nível de solo, com 19 paradas e capacidade de transportar 60 mil passageiros por hora. O projeto contempla também a integração por um sistema complementar de BRT passando pelas avenidas Orlando Gomes e Pinto de Aguiar. O custo é de R$ 3 bilhões.

Invepar InvestimentosA aposta da Invepar Investimentos que inclui a OAS e administra a Estrada do Coco e Linha Verde, é em um  metrô de superfície. O projeto possui duas linhas, uma com 20,5 km, sai de Lauro de Freitas, passa pelo aeroporto, Iguatemi e chega à estação do metrô, no Acesso Norte, em Salvador, e outra com 12 km saindo da estação da Lapa, seguindo até o bairro de Pirajá. O custo do projeto é de R$ 3 bilhões. A proposta atenderia aproximadamente 37,8 mil passageiros por hora, podendo chegar a 80 mil. O tempo médio embarcado de 12 min e o tempo médio de viagem integrada não chega a 32 min por trecho.
Confira a apresentação das propostas no Youtube.

Fonte: Portal da Copa 2014

terça-feira, 14 de junho de 2011

Morro de São Paulo quer atrair turistas da Copa 2014

 

Com sol o ano inteiro, cidade no sul da Bahia investe para ser uma das atrações durante o Mundial

Com sol o ano inteiro, cidade no sul da Bahia investe para ser uma das atrações durante o Mundial
Interessado em atrair os turistas que vão visitar o Brasil em 2014 durante a Copa do Mundo, o município de Cairu, no Baixo Sul da Bahia, será um dos primeiros a receber o “Fórum Regional Copa Bahia 2014”. O evento acontece nos dias 22 e 23 de julho, em Morro de São Paulo.

O encontro será organizado pela Secretaria Estadual da (Secopa) em parceria com a Secretaria Municipal de Turismo de Cairu. O objetivo é reunir o trade turístico local para discutir o programa de capacitação municipal e as estratégias de atração dos torcedores de todo o mundo, que estarão no Brasil em 2014 para assistir os jogos do Mundial, mas também ávidos por conhecer o país.

Na manhã da sexta-feira (22) haverá uma série de palestras e debates com os gestores públicos e os empresários sobre infraestrutura, qualificação da mão de obra, e estratégias institucionais para atrair o turista. No evento, haverá palestra sobre “Marketing e Promoção Internacional”, proferida por Kátia Cristina Alves Bitencourt, da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), mesa redonda sobre “Investimentos e Oportunidades de Negócios”, com representantes da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) e do Banco do Nordeste.

No sábado (23), a prefeitura promoverá uma visita técnica com a equipe da Secopa para apresentar os roteiros turísticos e a infraestrutura do município, assim como os novos projetos que estão sendo desenvolvidos visando à Copa, como a reurbanização do Morro de São Paulo e a restauração do sítio histórico no Morro e em Cairu.



Programa de reurbanização do Morro tem deve ser concluído este ano (crédito: Karlo Dias/Portal 2014)

“Temos um destino consolidado, que é o Morro de São Paulo. O nosso papel é potencializar as qualidades do Morro e segmentar outros destinos como Boipeba, Gamboa, Moreré, Garapuá, e a sede de Cairu. Para isso temos que melhorar a infraestrutura, qualificar a ofertas dos serviços e capacitar a mão de obra”, afirma o o prefeito Hildécio Meireles.

Belezas naturais
Localizado no Baixo Sul da Bahia, a 308 Km de Salvador, Cairu é o único "município-arquipélago" do Brasil. A cidade possui 26 ilhas, e tem uma temperatura média anual de 25º, com sol e praia o ano inteiro, o que atrai turistas de diversas partes do mundo. Atualmente o terceiro destino turístico mais visitado da Bahia, perde apenas para Salvador e Porto Seguro.

O Fórum Regional Copa Bahia 2014, tem o apoio do Escritório da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 (Ecopa), da Secretaria Estadual de Turismo, além da Embratur, Bahiatursa, Abrasel, ABIH, Sebrae, Senac e Banco do Nordeste. Mais informações através do telefone (75) 3652-1699.

Fonte: Portal da Copa 2014 / Por: Karlo Dias

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Custo da Fonte Nova para Copa aumenta 41%, diz Portal da Transparência


Por: Karlo Dias - Salvador
 
Em meio ao andamento da construção da Arena Fonte Nova, o projeto do novo estádio tem sido alvo de diversas polêmicas em torno do custo final da obra. Segundo informações divulgadas no Portal da Transparência, site oficial da Controladoria Geral da União (CGU), o orçamento final é da obra será de R$ 835 milhões.
A soma inclui os custos com o projeto básico, executivo e com as obras. O valor apresenta uma diferença de 41% em relação ao orçamento divulgado anteriormente, de R$ 591 milhões. Com isso, seria o terceiro estádio mais caro da Copa em termos relativos (atrás do Maracanã e do Itaquerão, que beiram R$ 1 bilhão), e o mais caro no custo por assento (R$ 16,7 mil).
Em nota, a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) da Bahia, responsável pelo contrato de Parceria Público-Privada (PPP) para construção e operação do estádio, e a Fonte Nova Negócios e Participações (FNP), concessionária responsável pela totalidade do investimento nas obras de demolição e construção do novo estádio, afirmam que não houve alteração no orçamento e asseguram que o total a ser investido no projeto continua o mesmo contratado em janeiro de 2010.

TCE de olho
Segundo o Tribunal de Contas da Bahia (TCE-BA), não houve comunicado oficial do governo sobre o aumento do custo do projeto. Recentemente, o conselheiro Pedro Lino levantou suspeitas em relação aos valores divulgados pelo governo.
Diante disso, o órgão contratou uma equipe técnica da Universidade Federal da Bahia para auditar a obra e solicitou a apresentação dos projetos básicos e executivo. O governo alega que, por se tratar de uma PPP, a apresentação dos documentos não é necessária.
Mesmo sem receber os documentos, para evitar atrasos no cronograma, os conselheiros aprovaram, em 18 de maio a liberação de 20% do financiamento pelo do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na próxima segunda-feira (13), o banco deve se posicionar em relação ao restante do empréstimo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Governo da Bahia recebe propostas para mobilidade urbana



Sete empresas participam do processo, nenhuma aposta no VLT

Por: Karlo Dias 
Sete empresas ou grupo de empresas participantes da PMI (Proposta de Manifestação de Interesse), de mobilidade urbana para a Copa de 2014 em Salvador, entregaram os projetos finais das sugestões apresentadas no início de maio. A abertura dos envelopes aconteceu no início da noite de ontem (31), na sede da Secretaria do Planejamento (Seplan).
A PMI definirá o modal a ser implantado no Acesso Norte, interligando os municípios de Salvador e Lauro de Freitas. As propostas consistem de estudos de viabilidade técnica, ambiental e financeira. Serão analisados o modal, a modelagem financeira, a proposta tarifária, o sistema de integração e o modelo de gestão.
Os projetos serão avaliados por um Grupo de Trabalho formado por técnicos do governo e pela equipe da Coppe, consultoria ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro, contratada para tal. O parecer final será entregue em 15 dias. A expectativa do governo é que haja uma definição até 20 de junho.
Segundo informações do Ministério das Cidades, o governo baiano deveria apresentar o Plano de Mobilidade para Região Metropolitana de Salvador até a próxima sexta-feira (3). O atraso pode prejudicar o prazo final da entrega das obras, previstas para acontecer antes do Mundial de 2014.
Dos sete projetos, todos sugerem a construção dos Bus Rapid Transit (BRT) ou de metrôs de superfície, apenas um refere-se a monotrilho e nenhum apresenta proposta de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). 
Todos os projetos possibilitam a integração física com o metrô (ainda não finalizado) e o restante do sistema de transporte da cidade. Os projetos contemplam ainda utilização de bilhetagem eletrônica.
Segundo José Eduardo Copello, chefe de gabinete da Sedur e membro do GT, ainda não se tem claro o modelo de gestão ou mesmo o sistema que será adotado. “Podemos escolher apenas uma proposta completa, ou fazer um misto entre as diversas propostas apresentadas”, disse.
O representante do governo prevê que as obras devem começar entre o final de 2011 e início de 2012. A expectativa dele é que a licitação, que provavelmente terá o formato de Parceria Público-Privada (PPP), aconteça nos próximos dois meses.
A maior parte dos projetos está orçada entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. A empresa que ganhar a licitação terá recursos da ordem de R$ 570 milhões do PAC da Mobilidade Urbana para a execução da obra. O restante poderá ser financiado com recursos do PAC da Copa, ou mesmo da iniciativa privada.


Conheça cada uma das propostas:

Consórcio Setps e Odebrecht Transport – 78 km de corredores exclusivos para o BRT, 173 estações e terminais, 58 viadutos, 14 pontilhões e 13 tuneis, além de ciclovias e calçadas. Interligará o aeroporto de Salvador ao metrô e ao sistema ferroviário suburbano.

Consórcio Camargo Correia e Andrade Gutierres – 23 km de metrô de superfície ligando o município de Lauro de Freitas à estação acesso norte do metrô, passando pelo Aeroporto de Salvador, canteiro central da Paralela e Iguatemi.

Prado Valadares – sistema modal tipo BRT, podendo evoluir até 2030 para metrô. Conta com 41 km de vias aéreas, composta por pista exclusiva de ônibus, passarela e ciclovias.

Queiroz Galvão – sistema de monotrilho, em elevado, interligando os municípios de Salvador e Lauro de Freitas, preservando o canteiro central da Paralela.

Metropasse – sistema BRT, superfície de Lauro de Freitas à estação da Calçada, integrando o metrô e os trens do subúrbio ferroviário.

ATP Engenharia – metrô de superfície de Lauro de Freitas ao Acesso Norte, em Salvador.
Ivepar Investimentos – proposta composta por um metrô de superfície, interligando os municípios de Lauro de Freitas e Salvador.

Fonte: Portal da Copa 2014

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Governo contrata nova fiscalização para obras da Fonte Nova

Contratação, em caráter emergencial, envolveu a consulta a 19 empresas, informa o governo da Bahia 

Nos próximos dias, será anunciada a contratação emergencial de empresa para a fiscalização das obras da arena Fonte Nova. Segundo nota da assessoria da secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), o procedimento, que está na fase final, envolveu a consulta a 19 empresas do ramo.
Vale dizer que, até dezembro último, a fiscalização das obras estava a cargo do consórcio formado pelas empresas Engeprol/Tecnosolo, mas o contrato com essas empresas, que previa a fiscalização até a fase de terraplanagem, já foi concluído.
O governo anunciou ainda que está em curso a elaboração do edital de licitação para a contratação definitiva da empresa que será responsável pela fiscalização até o final da obra. A forma de contratação utilizada para o serviço está sendo feita na forma de Parceria Público Privada, o que, segundo o governo "visa a garantir a viabilidade econômica da arena", explicou o secretário da Setre, Nilton Vasconcelos.
Ainda de acordo com o secretário, "muitas têm sido as condicionantes apresentadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para liberação dos recursos necessários ao andamento das obras, o que, neste caso da fiscalização, implicou a revisão de procedimentos do processo licitatório que já estava em curso", finaliza.
Fonte: Ascom/Setre / Portal da copa 2014

terça-feira, 24 de maio de 2011

Restos da Fonte Nova são doados para Obras Irmã Dulce

Pedaços do estádio viraram suvenir de 6 cm e foram vendidos por R$ 35
Por: Karlo Dias

A Fonte Nova Negócios e Participações doou 2 mil suvenires com restos das estruturas da Fonte Nova, demolida em agosto passado, para as Obras Assistenciais Irmã Dulce (OSID). As lembranças do antigo estádio foram vendidas durante a celebração de beatificação da freira baiana, ocorrida no último domingo (22), em Salvador.
Mesmo sob forte chuva, cerca de 70 mil pessoas compareceram à cerimônia que conferiu o título de beata à religiosa baiana, agora chamada de “Bem Aventurada Dulce dos Pobres”.
Segundo Maria Rita, sobrinha de Irmã Dulce, e hoje diretora das OSID, com o recurso estimado de, aproximadamente, R$ 70 mil, um novo projeto será iniciado: a unidade de hemodiálise e novo banco de sangue do Hospital Santo Antônio, mantido pela organização.
Maria Cristiane, devota da beata, mas torcedora do Esporte Clube Bahia foi uma das primeiras a comprar a lembrança, que para ela tem significado especial. “É um ato de caridade. Comprando a lembrança, levo para casa um pedaço da velha Fonte Nova e tenho a oportunidade de contribuir com as obras da Bem Aventurada Irmã Dulce”, afirmou.
Na mesma linha de pensamento, o secretário Ney Campello, da Secopa, presente no ato de entrega das doações afirmou que o ato de caridade é também é uma maneira de unir a história da Fonte Nova à da Irmã Dulce, que era torcedora do Ypiranga. "Além da sua obra exuberante, vamos ter a oportunidade de unir duas memórias importantes: a memória da arena e seus grandes clássicos e a história de Irmã Dulce que viveu para ajudar os mais necessitados", ressaltou.
Dênio Cidreira, diretor presidente da Fonte Nova Negócios e Participações, declarou admiração ao legado deixado pela freira. "Todos nós baianos admiramos o trabalho social de Irmã Dulce e pensamos imediatamente nessa parceria social", disse.
Cada suvenir mede aproximadamente 6 cm e terá um pedaço original do antigo estádio Fonte Nova em uma caixa de acrílico transparente. Os suvenires estão sendo vendidos por R$ 35. Os interessados em adquirir a lembrança da Fonte Nova, devem procurar a lojinha da OSID, que fica na Av. Bonfim, 161, Roma, em Salvador. Mais informações no telefone da entidade (71) 3310-1105. 


Fiés enfrentaram filas para levar a lembrança para casa (crédito: Karlo Dias
O Anjo bom da Bahia
Conhecida como “O Anjo bom da Bahia”, Irmã Dulce nasceu em 1914, no bairro do Barbalho em Salvador. Segunda filha do casal Augusto e Dulce, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (nome original), passou a se chamar Irmã Dulce após a consagração como freira da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.
Dulce dedicou toda a vida à favor dos pobres e desabrigados de Salvador. Iniciou sua obra, acolhendo doentes e desabrigados da capital baiana e levando para o galinheiro do convento. À partir daí nasceu o que hoje é conhecido como Obras Assistenciais Irmã Dulce (OSID).
A OSID é considerada pelo Ministério da Saúde como o maior complexo de atendimento 100% gratuito em saúde do Brasil e é responsável pelo maior volume de atendimentos em toda a estrutura do setor na Bahia.
Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. Em 1999 o Vaticano inicia o processo de beatificação e canonização da freira.

Fonte: Portal da Copa 2014

quinta-feira, 19 de maio de 2011

TCE libera só 20% do empréstimo para Arena Fonte Nova

Restante do financiamento de R$ 323 mi ficará retido até apresentação do projeto executivo

 
 Por: Karlo Dias
O Tribunal de Contas da Bahia (TCE) liberou na tarde de ontem (15) parte dos recursos para a construção da Arena Fonte Nova, estádio que representará Salvador na Copa de 2014.

A aprovação em caráter de urgência restringe-se a R$ 64 milhões, valor que equivale a 20% do contrato firmado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é de R$ 323,6 milhões.

O restante do financiamento continua retido até que o TCE apresente um parecer definitivo, o que só será possível após o governo e a concessionária (Fonte Nova Negócios e Participações –FNP) apresentarem o projeto executivo da obra. Nele estão especificados os insumos e mão de obra para a construção do estádio, a partir dos quais será possível definir o orçamento final.

Segundo a assessoria do conselheiro do TCE Pedro Lino, relator do processo, a liberação de 20% do financiamento evita atrasos na construção.
Caso o TCE constate alguma irregularidade nos orçamentos depois da apresentação do projeto executivo e decida paralisar a obra ou cancelar o contrato, o consórcio será obrigado a devolver o valor aos cofres públicos.

Obras
O contrato de financiamento foi firmado em janeiro deste ano. A primeira parcela, no valor de aproximadamente R$ 60 milhões, deveria ter sido liberada em março. Segundo o TCE, o bloqueio ocorreu porque o órgão não obteve as informações que permitiriam auditar o custo do estádio, orçado pelo governo em R$ 591,7 milhões.

Conforme publicou o Portal 2014, mesmo com o bloqueio dos recursos as obras prosseguem. Conforme afirma o diretor de engenharia do consórcio, José Luiz Góes, 16% da construção foi concluída e, até o final deste ano, o percentual deve chegar a 43%.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Governo promete revitalizar porto de Salvador até maio de 2013

Companhia das Docas e Secretaria da Copa assinam acordo para resolver problemas da zona portuária

 
Projeto prevê integração entre o Porto e a cidade (crédito: Ascom Codeba

Por: Karlo Dias
O Porto de Salvador será completamente revitalizado e estará pronto até 13 de maio de 2013, antes da Copa das Confederações. Este foi o compromisso assumido na manhã de ontem (26) entre a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e a Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa (Secopa).
O acordo foi estabelecido através da assinatura de um protocolo de intenções que visa à criação de um ambiente favorável entre os governos federal, estadual e municipal, com a perspectiva de resolver os problemas estruturais e de trânsito enfrentados pelos turistas que chegam a Salvador através do Porto.
“De fato existem problemas e o protocolo vai ajudar a equacioná-los”, disse o secretário Ney Campello, da Secopa. Para ele, o acordo sinaliza o compromisso das três esferas do poder público para resolver a questão. “Queremos que o Porto seja um dos nossos cartões de visita para a Copa.”
Segundo o presidente da Codeba, José Muniz Rebouças, o Porto de Salvador tem singularidades e será muito requisitado durante o Mundial, já que está localizado a menos de um quilômetro da Arena Fonte Nova. “Temos os recursos garantidos para aprimorar as rotas de acesso ao entorno e adequar as estruturas para melhorar a atracação dos navios de passageiros.”
Copa 2014
A ampliação facilitará o aumento da capacidade de recepção de turistas e possibilitará uma maior oferta de leitos durante os jogos. De acordo com Rebouças, o número de navios que atraca na cidade cresce a cada ano. “Em 2010, recebemos 240 mil turistas. Para este ano, estamos prevendo 280 mil, com pico durante o Carnaval, quando, num só dia, chegam aproximadamente 25 mil pessoas.”
A reforma do Porto de Salvador custará aproximadamente R$ 66 milhões. Deste valor, R$ 36 milhões estão assegurados pelo governo federal através do chamado PAC da Copa e será utilizado na mobilidade e ampliação do terminal de passageiros, que passará a funcionar no Armazém 2.
O restante do investimento previsto para a reforma do Armazém 1, da ordem de R$ 30 milhões, deve ser aportado através da iniciativa privada. O projeto prevê neste local a construção de um receptivo turístico, com área para eventos culturais e de lazer, além de uma grande praça de alimentação, com bares e restaurantes.
Entre os armazéns, serão abertas visadas para o mar (acesso visual), reintegrando a Praça Cayru e a Avenida da França. O projeto preservará a arquitetura original, da primeira década do século passado. Também será construído um estacionamento para carros, ônibus e táxis para o embarque e desembarque dos passageiros. A área será controlada e restrita aos usuários da Estação Marítima de Salvador.
O projeto básico já está pronto. Segundo prometeu Rebouças, serão duas licitações distintas. O processo deve começar ainda neste semestre. “Já temos a data da inauguração, 13 de maio de 2013, dia em que o Porto de Salvador completa 100 anos.”

Fonte: Portal Da Copa 2014

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Chegada de cruzeiros mostra deficiências do Porto de Salvador


Dezenas de ônibus, vans e táxis deixam trânsito complicado em frente a terminal de passageiros


 Por Karlo Dias
Como já havia sido noticiado pelo Portal 2014, o entorno do Terminal de Passageiros do Porto de Salvador não suporta o fluxo turístico provocado pelos cruzeiros que chegam à cidade nesta época do ano. A comprovação deste diagnóstico foi vivenciada pelos motoristas que transitaram esta semana nas avenidas do bairro do Comércio, em frente ao Porto, no centro da capital baiana.
Com a chegada dos navios durante a alta estação, o trânsito na avenida da França está completamente conturbado. Na manhã da última quarta-feira, por volta das 6h, enquanto dois cruzeiros estavam ancorados no Porto, mais dois se aproximavam com cerca de quatro mil turistas. Na via principal, dezenas de ônibus, microônibus, vans e táxis enfileirados sinalizavam o caos que seria o tráfego no decorrer do dia.
Durante todos os dias do verão, ávidos por fazer o transporte dos turistas e levá-los para conhecer a capital baiana, centenas de motoristas brigam por uma posição em frente ao terminal de passageiros. São taxistas e motoristas de vans que disputam os grupos que deixam o terminal. “Isso aqui está uma bagunça, não temos onde estacionar, sem falar que ainda perdemos o turista para os carros clandestinos que estão operando sem nenhuma fiscalização”, reclama o taxista Jeovaldo Oliveira.
O carioca Fernando Albuquerque estava aguardando fora do saguão de desembarque um grupo de amigos que chegaria no próximo navio. Ele também reclamou da infraestrutura local. “A avenida é muito estreita e não tem estacionamentos. Vim esperar um amigo e terei que ficar próximo ao carro, correndo risco de ser multado.”
A Superintência de Trânsito e Transportes do Salvador (Transalvador) tem monitorado a situação. Durante os horários de pico, fiscais orientam os motoristas. “O problema é que não tem espaço mesmo. Veja agora, ainda é cedo e tem este número de ônibus, quando chegar o horário de pico, será exatamente a hora em que o navio estará atracando, aí a coisa tente a piorar e não temos muito a fazer”, diz um fiscal que preferiu não ser identificado.
Reestruturação
Responsável pelas obras de mobilidade urbana que vão preparar o município para a Copa do Mundo de 2014, a prefeitura de Salvador tem projetos de melhoria para o trânsito da região, já que a tendência é que nos próximos três anos o município receba cada vez mais navios.
De acordo com Leonel Leal, gestor do Escritório Municipal da Copa do Mundo (Ecopa), já existem projetos em andamento para a área. “A reforma do Porto de Salvador vai contemplar, além da construção de um terminal de passageiros, uma reestruturação do entorno. A saída do terminal será deslocada para que as pessoas já desembarquem mais próximas do Mercado Modelo. Além disso, está previsto o alargamento das calçadas, o deslocamento de pontos de ônibus e bolsões de estacionamento, tanto para carros comuns quanto para vans e ônibus de turismo.”
Segundo Leal, a prefeitura formou um grupo de trabalho com técnicos da Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia), prefeitura e Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para desenvoler alternativas para a região. “Sabemos que em qualquer lugar do mundo a chegada de 15 mil turistas de uma só vez causa situações atípicas. Mas estamos trabalhando para solucionar essas questões.”

A obra do terminal de passageiros do Porto é de responsabilidade da Codeba e todas as intervenções do entorno estão a cargo da Prefeitura, que já trabalha nos projetos.

Fonte:http://www.copa2014.org.br/

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

De olho em 2014, obras no porto de Salvador já começaram

Reforma de galpões e ampliação de acessos marítimo e rodoviário devem estar prontas até 2013

Especial Portos

 
Por Karlo Dias

Quem chega à capital baiana pelo mar, encontra hoje um porto em modernização. Abandonado há praticamente seis anos, o que se vê no terminal de Salvador é um cenário de expansão, motivado pela proximidade da Copa de Mundo de 2014.
A Companhia das Docas da Bahia (Codeba), responsável pela administração do porto, começou as obras em setembro passado. A conclusão está marcada para dezembro de 2012.
Está prevista ampliação dos acessos marítimo e rodoviário, e a instalação da estação de passageiros, com saguão de embarque e desembarque para os turistas. O Galpão 2, com 5 mil m2, será completamente reformado e adequado à recepção dos cruzeiros. Já o Galpão 1, terá a parte externa reformada para a instalação de lojas, bares e restaurantes.
Além da área dos turistas, o cronograma prevê a ampliação do terminal de contêiners, que ganhará uma área contígua de 40 mil m2.  A área de armazenamento passará de 74 para 118 mil m2.
As obras de ampliação do calado (profundidade), que passará de 12 para 15 metros, serão concluídas agora em dezembro, o que possibilitará a atracação de navios de grande porte, como o Queen Mary 2, o maior transatlântico do mundo, que chegará em Salvador em 23 de janeiro trazendo 2.800 turistas.
Para este conjunto de ações estão previstos investimentos de mais de R$ 150 milhões a serem rateados entre as esferas de governo federal, estadual e municipal, e parceira com a iniciativa privada. Cerca de R$ 39 milhões vêm do PAC da Copa e já estão garantidos para as melhorias dos galpões 1 e 2.
As obras nos galpões devem começar no primeiro semestre do próximo ano. A expectativa do presidente da Codeba, José Rebouças é concluí-la até dezembro de 2012, ou seja, antes da Copa das Confederações, que acontece em 2013.

Aumento da capacidade 

Só neste ano já passaram pela Estação Marítima Visconde de Cairu – Porto de Salvador, aproximadamente 300 mil passageiros. Para a temporada de cruzeiros 2010/2011, iniciada em outubro, está prevista a atracação de 134 navios, com aproximadamente 350 mil visitantes, 2.125 por dia, um número 30% superior ao mesmo período do ano passado. 
Em 2009, o comércio marítimo através do terminal de cargas do Porto de Salvador movimentou U$ 11 bilhões. Este ano, apenas no primeiro semestre, já chegou aos U$ 7 bilhões. A ampliação da área denominada de Ponta Norte irá melhorar as condições de operação, já que facilitará o acesso marítimo dos navios de grande porte, aumentando a capacidade de 180 mil para 300 mil contêiners. A expansão, segundo a Codeba, representará um aumento comercial em torno de 25%.

Cartão postal

Instalado na Baia de Todos os Santos, entre a Ponta do Monte Serrat, ao norte, e a Ponta de Santo Antônio, ao sul, exatamente no bairro do Comércio, em meio a um cenário que mistura prédios do século passado e a arquitetura colonial do Centro Histórico de Salvador, o Porto de é uma das principais portas de entrada do estado e um dos principais cartões postais da Bahia. 
O cais acostável conta com 2.085 metros de extensão e está dividido em três trechos: cais comercial com 1.470 metros e oito berços, cais de ligação com 240 metros e um berço e o chamado cais de 10 metros, com 375 metros e 2 berços, totalizando 11 berços, sendo nove operacionais, além de uma rampa para operações através de esteiras giratórias.

Acesso
 
O saguão de embarque é pequeno, mas, em bom estado de conservação, atende à demanda em dias normais. Porém, com o aumento do fluxo no período de réveillon e carnaval, o equipamento dá sinais de sobrecarga.

O maior problema, no entanto, é o acesso ao porto. Durante a temporada dos cruzeiros, táxis e ônibus turísticos parados na lateral da av. da França, em frente ao terminal de passageiros, deixa o fluxo de trânsito lento. O terminal também não possui estacionamento próprio, público ou privado, o que obriga as pessoas a deixarem os veículos estacionados no meio fio. 

No terminal de cargas o problema é similar. O acesso aos veículos que chegam a Salvador pelo acesso Norte, via BR-324, atualmente se dá pela av. Mário Leal Ferreira, conhecida como Bonocô. O motorista passa pelo túnel Américo Simas, o mais antigo da cidade, e desce para a av. Oscar Pontes, na Cidade Baixa (centro).

Este trajeto é um dos mais movimentados da capital e tem um grande fluxo de veículos. Acidentes provocados pelas carretas com contêiners são comuns nesta via, o que levou a prefeitura estabelecer um horário fixo para o transporte.

Para resolver este problema, o governo do estado está construindo a Via Expressa Baia de Todos os Santos, que ligará a BR-324 ao Porto. Com investimento de R$ 400 milhões, a obra foi dividida em sete etapas. O projeto inclui 14 viadutos, quatro passarelas, três túneis e uma ciclovia. 
A primeira parte da obra, que contempla o complexo de viadutos da Rótula do Abacaxi, foi entregue em setembro passado. O trecho que faz a ligação até o porto, no entanto, ainda está em fase de construção e não tem previsão de liberação.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Fonte Nova: confira detalhes das obras do futuro estádio baiano

Terraplanagem tem previsão de conclusão na segunda quinzena de dezembro.

Por: Karlo Dias
Quem passa pelas avenidas Vasco da Gama, Mário Leal Ferreira ou desce a ladeira da Fonte, no centro de Salvador, sente falta do antigo estádio da Fonte Nova, que figurava na cenografia da região.
Hoje, ao contrário do marasmo vivenciado pelo gigante de concreto nos últimos anos, se vê uma movimentação constante de máquinas, caçambas e operários que trabalham diariamente na remoção dos escombros e na movimentação de terras para preparar o espaço que vai receber a arena dos jogos de 2014.
Depois da implosão do anel superior do estádio em 29 de agosto passado, foi iniciada a fase de demolição mecânica da tribuna de honra e a retirada dos 29 mil m3 de concreto, reciclados em equipamentos de britagem. Do que restou, 80% foram reaproveitados, segundo o governo.

CONFIRA IMAGENS DO PROJETO DA ARENA FONTE NOVA
CronogramaConcluída a última etapa de demolição, em 22 de outubro, e iniciada a terraplanagem, as operações no canteiro de obras prosseguem. O torcedor baiano, no entanto, terá que esperar mais um pouco para ver as estruturas no novo estádio serem erguidas.
Informações passadas com exclusividade por José Luiz Góes, diretor de engenharia da Fonte Nova Negócios e Participações, ao Portal 2014, dão conta de detalhes sobre o cronograma operacional do empreendimento.
Segundo o engenheiro, a próxima etapa será das fundações e, até o final de 2011, os novos pilares e vigas já poderão ser vistos. “O estaqueamento das estruturas deve começar em três meses, quando terminarmos a terraplanagem, que consiste em preparar o terreno, com escavações e aterros para receber o equipamento”, explica.
Esta fase conta com aproximadamente 80 máquinas que atuam nos serviços de terraplanagem. O terreno, segundo o especialista, possui duas características básicas, é argiloso e arenoso, possui baixo suporte a cargas e muito material orgânico, o que vai exigir da empresa um maior aporte estrutural para suportar o peso e a dinâmica do empreendimento.
“As etapas acontecem com interposições de atividades”, explica o engenheiro. A área foi dividida em quatro setores: norte, sul, leste e oeste. Enquanto em uma área é concluída a retirada dos escombros e a reciclagem do material, na outra inicia a terraplagem, ou os chamados testes de fundações.
O setor norte é o trecho mais avançado, com 90% dos serviços realizados. A previsão de conclusão desta etapa é na segunda quinzena de dezembro. Neste mesmo período começam os testes de fundações e a instalação do pátio de fabricação dos pré-moldados, que funcionará na área onde existiam as piscinas olímpicas.
Atualmente a obra emprega mais de 300 pessoas, sendo 123 operários, 100 terceirizados e 100 profissionais do setor de gestão operacional e administração. Este número cresce à medida que avançam as estruturas e pode chegar ao pico de 2 mil empregos diretos e indiretos.
A previsão de conclusão e entrega da Arena Fonte Nova é em dezembro de 2012. O novo estádio terá capacidade para 50.273 espectadores, e o projeto está de acordo com as normas da Fifa, obedecendo a critérios de construção sustentável.
Orçamento mantido O projeto foi orçado em R$ 591 milhões. Os recursos serão financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), que emprestará R$ 400 milhões, através do programa PróCopa Arenas.
Além do BNDES, a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) também são financiadores. Em 5 de novembro passado, o Desenbahia garantiu R$ 323,6 milhões para execução da obra. O valor é adicional aos recursos que serão financiados pelo BNB e aos aportes dos acionistas, complementando assim a equação financeira que viabiliza a construção da Arena.

Fonte: Karlo Dias - Salvador  / http://www.copa2014.org.br/noticias/
postado em 02/12/2010 13:29 h
atualizado em 02/12/2010 17:15 h

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Lições da África para o Brasil de 2014

"Segundo especialistas, planejamento é a palavra-chave no quesito mobilidade urbana"

Por Karlo Dias
 

Um trio formado por um brasileiro e dois sul-africanos, todos especialistas em mobilidade urbana, e responsáveis pela implantação e controle do sistema de transporte público durante a Copa do Mundo da África do Sul encerrou o Fórum Projetando o Brasil 2014/2016, em Salvador, na última sexta-feira (12).

Richard Gordje e Gordon Laing, acompanhados do brasileiro Stenio Franco, representante da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), que, durante os jogos, viveu a experiência de participar da equipe de observação da mobilidade urbana no país africano, apresentaram dicas que podem ajudar as cidades-sede a planejar o funcionamento do sistema de mobilidade para a Copa de 2014.
Os arquitetos e gestores da Copa no Brasil conheceram detalhes das etapas de preparação do Mundial na África, os planos operacionais de mobilidade urbana e a gestão do sistema de mobilidade, especialmente na Cidade do Cabo e em Johanesburgo. Foram demonstrados exemplos comparativos, os sucessos e fracassos de duas cidades-sede.
Segundo Richard Gordje, a palavra chave do quesito mobilidade na África do Sul foi “planejamento”. Gordje destacou pontos considerados essenciais para a preparação do evento. “Deve-se ter um planejamento detalhado do trânsito e do transporte público, com pelo menos dois anos e meio de antecedência”, ressaltou.
“É necessário formar uma equipe coesa local, mas sintonizada com a equipe nacional”, afirmou Laing. A equipe gerenciada pela dupla sul-africana era composta por 33 pessoas que trabalharam durante três anos e meio, desenvolvendo um planejamento minucioso das ações que seriam executadas durante os dias dos jogos.
Comunicação ampla A comunicação também foi outro ponto ressaltado. “O plano de mobilidade deve ser amplamente difundido entre a população e os turistas que pretendem visitar a cidade. Esta comunicação deve iniciar logo após o sorteio dos jogos, quando os torcedores começam planejar as viagens”, afirmou Stenio Franco. “O desafio é convencer o torcedor a deixar os carros particulares e optarem pelo transporte público”, destacou o especialista.
Conforme explica o consultor da ANTP, a comunicação deve ser ampla e irrestrita. Deve atingir os turistas e os moradores da cidade. "Estima-se que pelo menos 70% das pessoas que aproveitam a Copa não entram nos estádios, porém ocupam as ruas e praças das cidades-sede para torcer pelas seleções", afirma Franco.
O volume de pessoas que se deslocam para o entorno dos estádios é de quatro a sete vezes a capacidade de lotação desses locais. “Há muita gente que só quer produzir uma foto, estar ali para fazer parte da festa de alguma maneira”, afirmou. O dado comprova que o sistema de mobilidade deve ser pensado não apenas para o entrono do estádio, e sim para toda a cidade.
Para João Alberto Viol, presidente nacional do Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia), os exemplos da África do Sul são pertinentes neste momento em que o Brasil se prepara para acolher o Mundial. “Antes da Copa, nós pensávamos que a África do Sul seria uma vidraça. A informação que nos chegava era de que lá não existia planejamento estratégico. O que percebemos no decorrer o evento foi o inverso. Eles deram um show de organização e controle da mobilidade. E hoje oferecem exemplos de como devemos fazer no Brasil”, avaliou Viol.
O plano de mobilidade urbana da África do Sul contou com a definição exata do contexto que se apresentava em cada uma das cidades, um plano conceitual sobre a cidade com definição clara de população, hospedagem, número estimado de turistas, condições geográficas, mapeamento das vias e dos meios de transporte, sinalização, entre outras.

10 Lições da África do Sul

1. Planejar, planejar e planejar. Esta é a palavra-chave para um bom programa de mobilidade durante a Copa.

2. Priorizar o transporte público e o pedestre. Oferecer amplas possibilidades de transportes públicos aos torcedores e convencê-los de que a melhor forma de se locomover é utilizando o sistema público.

3. Instalar terminais de transporte com uma distância média dos estádios e criar corredores exclusivos para que ele possa se locomover com segurança do terminal até o estádio.

4. Criar alternativas de áreas públicas distantes dos estádios para que o torcedor que não comprou o ingresso possa acompanhar os jogos em outras áreas distantes dos estádios, porém próximo aos terminais de transporte.

5. Comunicar o funcionamento do transporte com uma antecedência mínima de seis meses. O ideal é criar um site para divulgar o sistema de mobilidade, logo após o sorteio dos jogos.

6. Criar uma central de operações e comando que tenha o controle sobre todo o sistema de mobilidade e possa gerenciar as informações e decisões;

7. Criar um call center multilíngue, com profissionais treinados para responder as dúvidas dos torcedores. Nos dias dos jogos de determinado país, deve haver ao menos uma equipe de atendentes que falem a língua nativa da seleção que está jogando.

8. Aproveitar a Copa das Confederações para testar exaustivamente o que foi planejado. Fazer as adequações necessárias e voltar a testá-las.

9. Criar um padrão de sinalização nacional, para facilitar a comunicação com o turista. Esta sinalização deve ser exposta e divulgada antecipadamente.

10. Avaliar a possibilidade de gratuidade durante os jogos. Esta decisão deve ser aprofundada e discutida com os empresários do setor e o governo. Pode-se ter, por exemplo, uma forma de isenção para os torcedores que apresentarem o ingresso de acesso aos estádios.

 

 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Salvador conhece a logomarca oficial das cidades-sede da Copa

"É bonitinha, mas não tem nada de baiano": confira repercussão nas ruas da cidade

Por Karlo Dias

A imprensa baiana conheceu na tarde de ontem (6) a logomarca de Salvador como cidade-sede da Copa de 2014. A divulgação aconteceu na sede da prefeitura, sob o olhar nada surpreso de jornalistas e políticos.
Inspirada na logo oficial, criada pela agência África, do publicitário baiano Nizan Guanaes, a marca que vai representar Salvador não traz nada de novo: repete a logo do evento –as mãos em verde e amarelo, no formato de uma taça– sob uma moldura na cor verde.
O mesmo logotipo será utilizado em todas as cidades-sede, mudando apenas o nome de cada cidade. O objetivo é padronizar todas as logomarcas do país, criando uma identidade visual única da Copa de 2014.
Na opinião de Everaldo Augusto, chefe de gabinete da Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa, a logo não vai inibir a criatividade dos baianos. “Ela é apenas um marco e poderia ser agregado a outros elementos da nossa cultura”. 

População reprova
Com a logomarca nas mãos, a equipe do Portal 2014 foi às ruas perguntar ao soteropolitano o que achou da imagem publicitária. “É bonitinha, mas não tem nada de baiano, poderia ter colocado pelo menos uma fitinha do Bonfim em uma das mãos, para dar mais sorte ao Brasil”, afirmou a baiana de acarajé Telmira Nery, ao lado de um belo tacho de dendê.
O assunto virou polêmica na banca de acarajé. Para a turista Ana Beatriz, a marca não retrata a beleza da cidade. “Salvador é linda, e esta imagem não reflete isso”. O estudante de administração João Paulo, foi mais além. Para ele, a logomarca deveria ter mais cores. “Nossa cidade tem muito da África. É colorida. Eles poderiam ter utilizado outras cores, além do verde e amarelo”, avaliou.
O taxista Genivaldo Assis, por outro lado, ponderou. “Temos que elevar é as cores do nosso país. Tem que ser verde e amarelo mesmo, pois somos brasileiros e temos que trazer a taça para o Brasil”, destacou.

Especialistas criticam “Não é uma nova logomarca, e sim um selo de variação”, explica o designer gráfico Diego Ribeiro. Na opinião do profissional, a composição tem problemas técnicos, que vão além da interpretação da imagem. “Os elementos não estão integrados, falta harmonia e equilíbrio”, afirma.
Para o publicitário Victor Lacerda, especialista em marketing corporativo, a logo não retrata nem a Bahia, nem Salvador como o mundo conhece. “Por acaso do destino ou por uma infeliz combinação de elementos gráficos, ao visualizar a marca lembro logo da latinha do Guaraná Antárctica. Vale destacar que o patrocinador máster do evento é a Coca-Cola, que tem como principal concorrente a Ambev [fabricante do Guaraná].”

Fonte: http://www.copa2014.org.br/noticias
Karlo Dias - Salvador
postado em 06/10/2010 19:20 h
atualizado em 07/10/2010 10:55 h